Psicofármacos No Tratamento Da Dependência Química: Uma Revisão Revista Interdisciplinar De Estudos Em Saúde
A dependência química não afeta apenas o adicto, mas também a sua família e pessoas próximas. Os motivos que levam à dependência alcoólica são muitos, como a pressão social, a necessidade de aceitação, problemas familiares ou mesmo a busca por prazer. A dependência química pode estar relacionada ao consumo de diferentes substâncias, sejam elas lícitas ou ilícitas. É importante ver o dependente químico como alguém que possui uma doença crônica – e ela, como qualquer outra, exige abordagem terapêutica.
Um dependente químico se torna muito mais tolerante ao consumo de uma ou mais drogas, pois sente que precisa consumi-las para se divertir.

Para isso, é fundamental que uma relação de confiança seja desenvolvida, permitindo que o estilo terapêutico seja bem absorvido e aplicado não apenas durante o período de internação, mas também no pós-tratamento. Uma droga com alto poder de gerar dependência química, o crack oferece sensações muito parecidas com os da cocaína, já que é um derivado seu. É o estado psíquico e físico resultante da interação do indivíduo com uma substância, que se caracteriza por modificações de comportamento e outras reações, que sempre incluem o impulso de fazer uso da substância de modo periódico. No entanto, há estudos que mostram que drogas como o crack e a heroína podem causar dependência já nos primeiros usos. Com a TRE, após despertada a consciência sobre a doença, a ideia é que o indivíduo consiga problematizar alguns comportamentos, atitudes e crenças limitantes que o vício fez com que ele desenvolvesse. Mas pensando nisso, nós, do Grupo Recanto, montamos uma metodologia de tratamento que visa, justamente, oferecer todo o suporte que o interno e seus familiares precisam e buscam.
Deste modo, o diagnóstico é importante para a escolha da estratégia de enfrentamento. Caso a necessidade de uso seja identificada, as medicações devem ser criteriosamente escolhidas pela equipe médica responsável e seu uso monitorado para que o abuso seja evitado. A minha missão pessoal como diretor do Grupo Recanto, inclusive, é permitir que cada um dos nossos internos possa recuperar o protagonismo da sua história. O que não significa que não exista tratamento e oportunidade de retomar a própria vida. Não por acaso, são escassos e pouco reveladores os estudos já feitos sobre o assunto.
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Determinadas características ou situações podem aumentar ou diminuir a probabilidade de surgimento e/ou agravamento de problemas com o álcool e outras drogas. No caso do álcool, por exemplo, é possível citar o alanina aminotransferase (ALT), volume corpuscular médio (VCM) e o gama-glutamiltransferase (GGT). “Essa droga, K9, que é tipo uma maconha sintética, já se espalhou por São Paulo capital e tem um poder mais devastador que o crack. Uma verdadeira praga, que causa mais rapidamente a dependência química e até paralisa funções básicas das pessoas, transformando-a em verdadeiros ‘zumbis’”, descreve o prefeito Rodrigo Manga.
Em outras palavras, o indivíduo passa a ser impulsivo, desejando mais e mais a substância em questão, a fim de revisitar sensações de prazer. Ou seja, produzimos o hormônio do bem-estar quando realizamos atividades que nos completam. Na psicologia e na psiquiatria, chamamos tal movimento de recompensa, e esse é um dos motivos que ajudam a explicar a dependência. Ou seja, são os aspectos biológicos, psicológicos e sociais que levam um indivíduo a esse tipo de quadro. Mas o dado ainda mais alarmante é que apenas um em cada sete adictos realiza tratamento. Igualmente relevante é identificar os gatilhos que levam a esse comportamento e propor soluções eficazes.
A intervenção psicoterapêutica consiste em um processo que propõe a combinação de terapias de suporte psicológico com medicamentos. São diversas fases e cada uma delas é estabelecida de acordo com a percepção do profissional quanto às principais necessidades do paciente. André se internou para tentar cumprir o tempo de abstinência em 2022 e, em abril, fez o tratamento de novo. O senso crítico é preservado e, ao ver a vida passar pelos olhos, é natural que a pessoa note os seus erros. Com isso, repensam comportamentos e pensamentos destrutivos, explica o psicólogo Bruno Ramos Gomes, que estudou a ibogaína no doutorado na Unicamp. Chaves estuda a ibogaína desde 1994, quando uma pessoa conhecida fez o tratamento nos EUA.
O Programa dos 12 Passos é a última fase do nosso tripé de tratamento e também um espaço para compartilhar experiências. Dito isso, ainda confio que a internação seja o melhor caminho – preferencialmente voluntária, mas se não for possível, os outros tipos também devem ser considerados. Afinal, toda pessoa tem a sua própria trajetória, que não deve ser desconsiderada na adoção do tratamento ideal. Substâncias que são fumadas, como tabaco e maconha, podem desencadear problemas respiratórios graves, tais quais enfisemas e neoplasias de boca, faringe, laringe e pulmões.
que a pessoa vai travar pela vida inteira. Reconhecida como uma doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a dependência química consiste nas consequências físicas e mentais trazidas pelo uso abusivo de substâncias nocivas ao organismo.